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Publicações

04/10/2011

GIARDULLI, A.; Paulo-Filho, G.D.; Colombini, G.N.U.I. ; EYER-SILVA, W. A.; Basilio-de-Oliveira C A.

SUMMARY

Loiasis is a filarial disease transmitted by the Chrysops spp. tabanid flies in West and Central Africa. It is most commonly diagnosed by the clinical manifestations of Calabar swellings (transient localized inflammatory edema) or, most dramatically, by the appearance of a migrating worm through the conjunctival tissues or the bridge of the nose. We report the case of a 35-year-old resident in the city of Rio de Janeiro who displayed a moving Loa loa in the bulbar conjunctival tissue two years after returning from a six-month trip to Uganda. Surgical removal of the worm was performed.

KeyWords: Brazil; Loa loa; Loiasis; Uganda.

01/04/2011

SILVA, Glauce Cerqueira Corrêa; SOUZA, E. G.; MARTINS, Luiz Antonio Nogueira; DOS SANTOS, A. A. S. M. D. ; KOCH, Hilton Augusto.

RESUMO

OBJETIVO: Ressaltar a importância e a necessidade da implantação de um serviço de apoio psicológico ao médico em formação em radiologia e diagnóstico por imagem.

MATERIAIS E MÉTODOS: Pesquisa qualitativa. Aplicação de um questionário a 219 residentes e especializandos em radiologia e diagnóstico por imagem, no período de 2007 a 2009, constituído por perguntas referentes a perfil psicossocial, percepção do nível de relacionamento com a equipe do serviço, nível de aprendizagem, dificuldades psicológicas e avaliação da prevalência de sintomas ansiosos e depressivos pela Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão.

RESULTADOS: Dos médicos alunos entrevistados, 116 (53%) eram do sexo feminino e 103 (47%) do sexo masculino. A maioria, 170 (77,6%), encontrava-se na faixa etária de 20 a 30 anos. Observou-se que 51,1% apresentaram sintomas ansiosos e 54,8%, sintomas depressivos. Do total dos alunos, 44,8% manifestaram desejo de buscar assistência psicológica para auxiliar na orientação de seus problemas.

CONCLUSÃO: A inserção de um serviço de apoio psicológico para médicos em formação em radiologia e diagnóstico por imagem deve ser feito por psicólogos especialistas em psicologia hospitalar e psicologia clínica com competência para auxiliar na formação do médico aluno, por meio do suporte às vicissitudes do treinamento, no acolhimento, adaptação e integração, contribuindo para a redução do estresse e dos sintomas de ansiedade e depressão.

Palavras-chave: Internato e residência médica; Ansiedade; Depressão.

 

01/06/2011

 

NICARETTA, Denise Hack; ROSSO, Ana Lucia; MATTOS, James Pitágoras de; BRANDÃO L; PIMENTEL, Maria Lucia V.; NOVIS, S. A. P.

Dystonia is defined as a syndrome of sustained muscle contractions, frequently causing twisting and repetitive movements or abnormal postures. A causeand-effect relationship between brain injury and subsequent movement disorder is well established, but a link with peripheral trauma is more controversial. Our objective is to discuss the challenge of the differential diagnosis between organic or psychogenic dystonic posture in a patient with post-traumatic hand dystonia.

03/12/2010

 

OLIVEIRA, A.; MEGUERIAN, Berdj Aram; MESQUITA, Claudio Tinoco

FUNDAMENTO: Pela redução da especificidade associada à perda de informação, a influência da atenuação das mamas é de fundamental importância em estudos de perfusão do miocárdio. Entretanto, apesar de vários estudos terem sido realizados ao longo dos últimos anos, pouco se tem evoluído para determinar com acurácia a influência das características das mamas sobre a qualidade da cintilografia miocárdica, evitando exposições adicionais de radiação às pacientes.

OBJETIVO: O objetivo deste estudo é quantificar a atenuação de fótons pelas mamas, em estudos de perfusão do miocárdio com 99mTc, de acordo com diferentes tamanhos e composições.

MÉTODOS: Cada mama foi assumida como sendo um cubo composto de tecido adiposo e fibroglandular. Os dados referentes aos fótons de 99mTc foram analisados em um modelo de Monte Carlo. Variamos a espessura e a composição das mamas e analisamos as interferências na atenuação. Foi empregado o software EGS 4 para as simulações.

RESULTADOS: Fixando a espessura de uma mama, a variação da sua composição acarreta um acréscimo máximo de 2,3 por cento no número de fótons atenuados. Em contrapartida, mantendo-se uma composição do tecido mamário fixa, a diferença na atenuação de fótons foi de 45,0 por cento, sendo em média de 6,0 por cento para cada acréscimo de centímetro na espessura da mama.

CONCLUSÃO: A simulação por Monte Carlo demonstrou que a influência das espessuras das mamas na atenuação de fótons em cintilografias do miocárdio com 99mTc é muito maior do que a influência das suas composições.(AU)

Palavras-chave: Mama/cintilografia, traumatismo por reperfusão miocárdica, método Monte Carlo.

27/05/2011

 

CAMISASCA, Danielle Resende; SILAMI, Marcos Antônio Nunes Costa; HONORATO, Júlia; DIAS, Fernando Luiz; FARIA, Paulo Antônio Silvestre de; LOURENÇO, Simone de Queiroz Chaves.

ABSTRACT

AIM: To compare the clinicopathological profile of oral squamous cell carcinoma (OSCC) in groups with and without recurrence.

METHODS: Records of all patients who underwent surgery for primary OSCC at a single institution during 1999 were identified. Patient demographics, lesion site, clinical and pathologic stage, pathologic grading, pattern of invasion, lymphocytic infiltrate, perineural invasion, and treatment and survival data were collected. Descriptive statistics were calculated for each variable and survival was calculated using Kaplan-Meier and Cox models. Patients were divided into 2 groups: with (n = 25) and without (n = 28) recurrence.

RESULTS: Tongue (p = 0.02) and poorly differentiated (p = 0.04) tumors were associated with recurrence. Kaplan-Meier and Cox models revealed tobacco use and the absence of lymphocytic infiltrate to be associated with the poorest survival in recurrent OSCC.

CONCLUSION: The tumor site, tobacco use, and pathological features were involved in the recurrence of OSCC and should be taken into account for OSCC treatment and follow-up.

Notícias e Eventos

Clara Pires

Pesquisadores brasileiros descobriram uma forma de diagnosticar a gravidade do câncer de boca através da saliva. A descoberta poderá ser usada para conduzir o tratamento do carcinoma oral, um tipo de modificação celular, que em 20% dos casos leva à morte em até cinco anos depois do diagnóstico.

De acordo com o estudo, 90% das amostras de pacientes apontaram a existência de proteínas que podem indicar o potencial surgimento da doença. Algumas diferenças importantes foram percebidas entre as proteínas, com ou sem lesões ativas, e as mesmas de pessoas saudáveis.

Segundo a coordenadora do estudo, Adriana Franco Paes Leme, “as proteínas selecionadas refletem alterações em mecanismos celulares que podem ajudar a elucidar o surgimento e a progressão do carcinoma”.

As amostras de saliva foram coletadas pelo Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp) e pela Faculdade de Odontologia (FOP) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Os resultados possibilitaram a identificação de 38 proteínas presentes apenas na saliva de pessoas com lesões ativas, além de diferenças na expressão de quatro delas encontradas nas vesículas extracelulares das salivas dos pacientes.

Uma proteína particular, conhecida como PPIA, se revelou mais propensa a um pior prognóstico da doença quando encontrada na saliva em baixa concentração, mesmo caso em enfermos em que as lesões já haviam sido cirurgicamente removidas.

“A saliva se mostrou uma fonte interessante de marcadores de prognóstico. Isso é animador porque se trata de um fluido que pode ser obtido sem a necessidade de procedimentos invasivos”, disse a coordenadora. 

Para os próximos passos, os pesquisadores pretendem avaliar um maior número de pessoas e incluir pacientes que já realizaram radioterapia.  O intuito é analisar amostras de sangue e tecidos de tumores. Os dados coletados vão continuar a ser relacionados com os históricos clínicos dos participantes. 

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Milene Couras

“A medicina de vanguarda alia a melhor tecnologia e a maior humanidade. Educar os futuros médicos é gerar no presente os profissionais que farão o futuro”, falou o Prof. Hilton Koch, decano do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, durante o simpósio Medicina e Inovação: Experiência de Interdisciplinaridade na PUC-Rio, realizado este mês, no Rio de Janeiro. O evento reuniu em torno de 250 pessoas, médicos em sua maioria, para apresentar os grandes avanços que pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento têm alcançado e aplicado à área da saúde.

Na abertura do simpósio, o Reitor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Pe. Josafá Carlos de Siqueira S.J., ressaltou a importância das inovações obtidas através da Medicina aliada à tecnologia. “Tenho o sonho de construir um núcleo interdisciplinar de referência na área médica na PUC-Rio, e os trabalhos aqui apresentados são o início da construção de uma Medicina Tecnológica”, falou o Reitor, que aproveitou o evento para homenagear o médico Clementino Fraga Filho, falecido em maio deste ano. “Era uma pessoa de alma grandiosa, muito ligado a Deus, que merece todas as homenagens por tudo que fez para a Medicina do nosso país”.

A contribuição que áreas do conhecimento como Design e Informática têm dado à Medicina é muito grande, e na PUC-Rio têm sido desenvolvidos alguns trabalhos pioneiros. Muitos desses projetos já eram conduzidos separadamente dentro da Universidade e foi a partir da construção do projeto de uma graduação em Medicina inovadora que se tornou possível uma maior integração. “Entramos em contato com os departamentos da PUC e com seus pesquisadores para saber quem desenvolvia pesquisa para a área da saúde e se estavam interessados em unir-se a nós, médicos. O resultado tem sido surpreendente”, afirmou o professor Hilton Koch.

Entre os projetos está a pesquisa com impressão 3D de fetos desenvolvida pelo Prof. Jorge Lopes, coordenador do Núcleo de Experimentação Tridimensional (NEXT) e da linha de pesquisa em biodesign do laboratório Tecnologia e Saúde da PUC-Rio. Ela começou a ser desenvolvida em parceria com o médico Heron Werner Junior e possibilita a impressão de fetos em tamanho real a partir de exames de ultrassom, permitindo que grávidas cegas percebam através do tato a fisionomia e o formato do corpo dos seus bebês.

A partir dessa pesquisa, avanços científicos permitiram, através de exames de imagem, navegar dentro do corpo humano e explorar outras áreas. A partir de então, Jorge Lopes, junto com uma equipe de designers e médicos, começou a explorar diversas possibilidades. Tem desenvolvido a impressão 3D de diferentes órgãos, permitindo o estudo específico para diferentes casos clínicos, desde próteses ortopédicas a válvulas cardíacas. Com a navegação virtual e o trabalho de tratamento imagético dos softwares desenvolvidos, tem sido possível estudar possibilidades cirúrgicas para fetos antes mesmo deles nascerem.

Entre os diversos trabalhos com destaque internacional desenvolvidos pela equipe de Lopes, ele citou um caso, em parceria com a Fiocruz, de autopsia de um coração fetal que foi microtomografado e que está sendo publicado na Alemanha. “Temos toda a tecnologia necessária para desenvolver excelentes trabalhos aqui no Rio de Janeiro, sem precisar buscar em outros países. Basta apenas unirmos os profissionais e trocarmos experiências que o resultado será revelador”, finalizou o professor e pesquisador.

Dando sequência ao evento, o coordenador executivo do MedLes e da linha de pesquisa e-health do laboratório Tecnologia e Saúde da PUC-Rio, professor André Lucena, falou sobre os softwares e aplicativos de âmbito médico desenvolvidos por sua equipe. O MedLes faz parte do Laboratório de Engenharia de Software e é o segundo maior laboratório dentro do departamento de Informática da PUC-Rio.

Lucena explicou alguns dos principais projetos feitos em parceria com a Apple no desenvolvimento de aplicativos em IOS focados na medicina. Alguns deles são: o DocPad, que seria um tipo de Dropbox para todos os assuntos médicos; o Solução de Voz, que pretende minimizar o tempo que os médicos gastam após consultas e cirurgias escrevendo o prognóstico; o Pré Natal Digital, que já é um sucesso, para o acompanhamento de grávidas; e o Diapets, para diabéticos, que informa níveis de açúcar no sangue, quando aplicar insulina e quando se alimentar, tudo em forma de jogo e que será testado na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

O encerramento do simpósio ficou por conta do Prof. Jorge Biolchini, coordenador de Pós-Graduação e Pesquisa do CCBS e do laboratório de Tecnologia e Saúde da PUC-Rio, que provocou a plateia a pensar novas possibilidades de interdisciplinaridade para inovação no campo da Medicina e suas diversas interfaces com outros campos do conhecimento.

“Multidisciplinaridade é o somatório de todos os conhecimentos e uma convergência, gerando resultados novos. A interdisciplinaridade trabalha na interface, gera novas zonas de conhecimento, diferentes perspectivas sobre o mesmo espaço, métodos e caminhos de desenvolvimento do conhecimento diferentes. O passo mais além é o da transdisciplinaridade, quando um determinado conhecimento atinge um grau de universalidade transversal a diferentes áreas. Inovação é a criatividade transformada em potencial de mudança. Na Medicina, inovar é aprimorar a qualidade da vida”.

Biolchini encerrou sua fala citando o jovem Albert Einstein, que em 1907 foi recusado a entrar como pesquisador na universidade por suas “ideias radicais”, e que anos depois afirmou: “Você não pode resolver problemas usando o mesmo modo de pensar que os criou”.

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Clara Pires

Um estudo realizado pelo Instituto Pirbright, na Inglaterra, encontrou um gene masculino, identificado como Yob, no cromossomo Y do mosquito Anopheles gambiae, o vetor da malária que causa o maior número de mortes nos países africanos. Segundo os pesquisadores, o gene pode ser fatal para as fêmeas do mosquito transmissor da doença.

O Yob é o segundo gene semelhante a ser encontrado em insetos. O primeiro foi o Nix, identificado no Aedes aegypti, principal transmissor do zika vírus e da dengue. 

Segundo os pesquisadores, a descoberta pode ajudar a controlar essas doenças ao separar sexualmente machos e fêmeas e matar somente o segundo grupo. Isso porque só as fêmeas se alimentam com o sangue humano e a partir daí transferem parasitas e vírus de doenças para a corrente sanguínea das pessoas.

O estudo consistiu em fazer o sequenciamento genético de todas as mensagens químicas produzidas por embriões do mosquito. Os cientistas perceberam que o Yob fica ativo cerca de duas horas após os ovos serem postos, e antes de qualquer outro gene associado à determinação do sexo. A comparação revelou que apenas os machos tinham os fragmentos correspondentes ao Yob, mas que ele se mostrou capaz de matar as fêmeas a partir de seus “transcritos”.

A transcrição é o primeiro passo da expressão gênica – processo pelo qual a informação contida no gene é usada para sintetizar um produto funcional, em geral, proteínas – e copia um trecho do DNA na forma de RNA, especificamente, o RNA mensageiro. Embriões femininos injetados com o RNA transcrito do Yob não sobreviveram.

Outra função do gene considerada importante para o desenvolvimento embrionário é a de dosagem do nível de transcritos de genes localizados no cromossomo X. Nos machos, isso gera uma grande expressão gênica para compensar a existência de apenas uma cópia do cromossomo. Já nas fêmeas, que possuem duas, a presença do Yob leva a uma transcrição exagerada, e consequentemente fatal.

Jaroslaw Krzywinski, um dos líderes do estudo, diz que embora existam boas estratégias no combate à malária, é preciso ter um plano em diversas frentes para evitar que a doença se torne resistente. Segundo ele, como as estratégias genéticas exigem somente a liberação dos mosquitos machos, cria um obstáculo instransponível para se entender o controle genético de vetores da malária, já que não há uma forma de separar os sexos anopheles atualmente.

“Agora, a propriedade de matar fêmeas com o gene Yob nos dá uma valiosa ferramenta para a produção via engenharia genética de machos adequados para o controle da malária no futuro”, diz o pesquisador.

Steven P. Sinkins, cientista da Universidade de Lancaster, também na Inglaterra, concorda que a utilização do Yob para matar os mosquitos fêmea é uma possibilidade, além de ajudar na estratégia de lançamento de machos estéreis no ambiente. Porém, ele afirma que o custo equivalente é um proibitivo para a utilização em todo o continente africano. 

Apesar disso, a descoberta ainda é um sinal positivo para o auxílio de programas autossustentáveis. “Talvez essa seja a probabilidade mais excitante no contexto do controle da malária”, conclui Sinkins. 

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Rodrigo Yacoub

 

Cada vez mais jovens estão desenvolvendo a depressão. Ela já atinge 450 milhões de pessoas no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, e estudos provam que esses dados devem aumentar com o tempo.

 

 Para entender a depressão, é necessário entender de onde ela vem. “A depressão vem de um componente genético”, afirma a Profª. Fátima Vasconcellos, coordenadora de Psiquiatria da Escola Médica de Pós-Graduação da PUC-Rio. Mas não é só isso. “Esse componente é ativado por condições psico-sociais”, como as relações sociais, familiares e o ambiente à sua volta. “Toda a estrutura ao seu redor, se não for positiva, contribui para a depressão. A falta de apoio é, muitas vezes, um fator crucial para o seu organismo se tornar vulnerável a doença”.

 

Para a professora, a realidade urbana de hoje e a depressão de jovens podem ser ligados por uma mudança específica: a mudança no eixo da família. “Antigamente, a mãe estava sempre presente. Depois, a babá. Hoje, a babá ou a empregada doméstica que mora em casa não são figuras recorrentes para a maioria das casas brasileiras. Não existe mais uma figura, como no caso da babá, que pelo tempo, permitia a criação de laços e se tornava quase parte da família”, exemplifica Fátima.

 

“A atitude diferenciada que muitos têm em relação a doenças emocionais em contraponto a doenças físicas é uma das provas que a sociedade não leva a depressão à sério. É tido como drama”, enfatiza a psiquiatra ressaltando a importância de se tratar toda doença mental com mais seriedade. A desvalorização da doença e principalmente o preconceito em relação a doenças como depressão não afeta apenas as relações sociais: ela impede o diagnóstico precoce da doença, o que possibilitaria um tratamento mais efetivo. “O grande vilão da depressão é o preconceito. Como se estar deprimido fosse uma escolha; algo consciente. Depressão não é escolha. É doença”.

 

Em um artigo chamado “The burden of mental illness and addiction in Ontario” por S Ratnasingham, o médico, em parceria com a Public Health of Ontario e com o Institute for Clinical Evaluative Sciences explora a gravidade do dano que a doença mental provoca nos indivíduos. O peso da doença mental é 1.5x maior do que todos os cânceres e 7x maior do que todas as doenças infecciosas no indivíduo. Dados da OMS demonstram que a depressão em 2030 será a primeira das doenças a causar incapacidade.

 

 

Para diminuir as chances de desenvolver a doença, a recomendação é simples: cultive suas relações. “Estar num ambiente afetivo, com pessoas que te fazem bem e de bem consigo mesmo são as medidas à serem tomadas para prevenir da doença. Um almoço em família, um passatempo com os irmãos, primos, amigos. Cultivar as relações sociais e pessoais, como a religião, ajudam a pessoa a se afastar cada vez mais desse quadro”, explicita a professora.

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Clara Pires

Um estudo encomendado pelo governo britânico e liderado pelo economista Jim O’Neill, conhecido por ter criado o termo BRIC, defende que até 2050, uma pessoa irá morrer a cada três segundos por causa de superbactérias, totalizando dez milhões de mortes ao ano. A publicação diz que a situação está piorando gradualmente e é preciso um esforço coletivo para mudar essa perspectiva.

Isso é necessário porque novos medicamentos não estão sendo desenvolvidos ao mesmo tempo em que os que existem são desperdiçados. Nenhum novo tipo de antibiótico foi descoberto desde os anos 1980. Segundo o estudo Review on Antimicrobial Resistance, desde o seu início em 2014, mais de um milhão de pessoas morreram devido a infecções resistentes a antibióticos.

E no ano passado, médicos descobriram bactérias que resistem a colistina, o antibiótico que era visto como último recurso. A descoberta elevou o alerta sobre a possibilidade de uma era "pós-antibiótico".

A publicação propõe algumas ações que podem ajudar a mudar esse panorama: uma campanha de conscientização global e urgente; um Fundo de Inovação Global para pesquisas em estágio inicial; melhora no acesso a água limpa e saneamento, além de hospitais mais limpos para evitar infecções; redução do uso de antibiótico na agricultura; melhora na vigilância do crescimento da resistência a antibióticos; desenvolvimento de novos testes que impeçam que antibióticos sejam receitados quando eles não funcionam e promoção do uso de vacinas e de outras alternativas.

O estudo diz que essas ações poderiam ser pagas a partir de uma pequena parte do orçamento para saúde de cada país ou por meio de impostos extras para as empresas farmacêuticas que não investirem em pesquisa.

O'Neill criticou a prática cada vez mais usada na agricultura e pecuária de usar antibióticos para o crescimento de animais em vez de tratar sua infecção. Fazendo assim, a resistência de bactérias a antibióticos para infecções em seres humanos pode se espalhar, como de fato aconteceu em relação à colistina.

Ele também falou sobre a falta de testes para infecções, que acaba por fazer médicos receitarem antibióticos para pacientes com infecções virais – aquelas que não reagem ao uso de antibióticos.

O relatório foi recebido sem unanimidade. A OMS e outras instituições o elogiaram, enquanto grupos como o Médico Sem Fronteiras disseram que ele é ''insuficientes''.

 

 

 

 

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